Como pegar táxi e não ser passado para trás

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Pegando táxi no exterior. Foto: Thai Travel News

Outro dia conversando sobre viagens com amigos, lembramos dos percalços que podem acontecer quando pegamos táxi em outros países, principalmente quando não falamos o idioma. Quando chegamos numa cidade diferente e temos que pegar um táxi, já sabemos que podemos ser passados pra trás e que provavelmente pagaremos mais pela corrida.

Lembro de uma viagem que fiz ao Marrocos, com a minha amiga espanhola Carolina. Nós já sabíamos que ali os motoristas estão acostumados a passar a perna nos turistas, mas aproveitando que os táxis não eram caros, pegamos um e fomos até um hammam (banhos turcos). Antes de entrar no carro, perguntamos e acertamos a corrida em 20 dirhams.

Quando chegamos ao lugar, o motorista disse que esperaria por nós. Achei estranho e disse que não precisava, mas ele insistiu. Então, eu disse que não pagaria mais pela espera e o cara disse que não tinha problema. Como era meu aniversário, a Carol me deu de presente um banho com direito a muita massagem e uma baita esfoliação no corpo, uma experiência que eu recomendo a todos.

Depois desse mal momento, comentamos o fato com o dono do hostel e lembro que ele disse que no Marrocos era sempre assim. Dali em diante, só pegávamos táxi quando realmente não podíamos chegar a algum lugar de ônibus, mas combinamos uma técnica que acabou dando certo: antes de subir no carro acertávamos e pagávamos antes, para não ter problema depois. Foi uma ótima solução!

Mas as minhas histórias e encrencas com os taxistas não param por aí. Lembro que algo parecido aconteceu quando estive em Alepo, na Síria. Já sabendo como fazer, perguntei a um amigo quanto custaria mais ou menos para chegar até determinado lugar. Subi no carro e o motorista me disse em inglês: fifteen (15) libras sírias, a quantia batia com a do meu amigo, mas quando chegamos ao local, dei os 15 e mais uma vez a história se repetiu; a do motorista que começa a gritar. Não entendia muita coisa, só a parte que ele dizia que eu tinha que pagar fifty (50).

Por alguns minutos pensei que tivesse entendido errado, 15 em vez de 50, afinal, esses dois números em inglês soam parecidos. Quando o cara parou de berrar, eu disse que ligaria para meu amigo para perguntar quanto custava realmente e se fosse 50, eu lhe pagaria esse valor. Como não era verdade o que ele estava querendo cobrar, o taxista pegou os 15 e me mandou descer do táxi. Well, well.

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Mais aventuras, pegar um táxi na Síria. Foto: Lucila Runnacles

E tem mais, nessa mesma viagem também estive no Líbano. Peguei um táxi do aeroporto de Beirute até a casa de um amigo, que já tinha me alertado para não pagar mais do que US$20. Perguntei ao taxista se até tal lugar ele me cobraria US$20, o cara me disse que eram US$30. Ok, esperei o próximo, que me disse que seriam US$25 e eu disse que só pagaria US$20, e aí começou a guerra dos preços, que estresse.

Depois de uns 10 minutos de debate, um terceiro taxista disse que me levaria por US$20, o preço que meu amigo tinha me dito que era justo. Eu tinha acabado de colocar os pés no Líbano, estava cansada depois de uma viagem longa e ainda tive que negociar o preço do táxi. Enfim, isso faz parte do show dos viajantes que gostam de um pouco de aventura ao longo do caminho.

E para quem quiser se prevenir ainda mais, aí vai outra dica: quem for ao Chile, Argentina ou Espanha, encontrei esta web que pode ser útil www.taximetro.cl A página mostra o trajeto de carro por algumas cidades desses países e dá um valor estimado das corridas de táxi. Fiz um teste com alguns trajetos em Buenos Aires e os valores não foram bem acertados, ficaram mais baixos, mas pelo menos dá para ter uma ideia.

Bom, situações como essas não acontecem somente em países do Oriente Médio. Sem ir tão longe, uma amiga argentina me contou que no Rio de Janeiro, saindo do Galeão, algo parecido aconteceu com ela. Seja como for, depois de tantos mal entendidos e estresses desnecessários, em viagens procuro saber antes quanto custará mais ou menos a corrida, tento negociar o preço antes de subir no táxi e pago logo que entro no carro, tudo isso para que o motorista não mude de ideia no meio do caminho.

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