Sambo Creek, orgulho negro

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Foto: Esteban Mazzoncini

A poucos quilômetros de La Ceiba, na região norte de Honduras, há um lugar especial que mais parece africano. Sambo Creek é uma vila de garífunas, descendentes africanos com uma história bem especial.

Orgulhosos das suas tradições e história, eles têm o seu próprio dialeto, que também se chama garífuna. Marcial, um simpático homem que encontramos no ônibus a caminho de Sambo Creek, contou que o seu dialeto é uma mistura de inglês e francês.

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Foto: Esteban Mazzoncini

Enquanto eu caminhava pelas ruas da vila, se não fosse porque ouvi algumas pessoas falando em espanhol, eu acharia que estava na África. A história diz que os garífunas surgiram depois que um barco de escravos trazidos da África afundou no século XVII próximo da Ilha de São Vicente. Os sobreviventes nadaram até essa ilha e se misturaram com os indígenas caribenhos. Em Guatemala e Belize também existem comunidades garífunas.

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Casas coloridas, crianças brincando no mar e moradores pra lá de simpáticos. A vida nessa vila parece passar mais devagar. Enquanto uma senhora prepara o almoço, o marido se reúne com os amigos em um dos poucos bares do bairro e os filhos se divertem brincando sem parar no mar.

Os garífunas costumam viver da pesca e do turismo e a maioria nasce e mora a vida inteira no mesmo lugar.

 

Fotos: Esteban Mazzoncini
Fotos: Esteban Mazzoncini

Cayos Cochinos
Muita gente passa por Sambo Creek para ir até as belas praias de Cayos Cochinos. Nós acabamos não indo até lá porque os barcos saem cedo, ao redor das 8am, e a viagem custa US$40. Achamos um pouco caro pra um bate e volta, já que os barcos voltam ao redor das 13h, porque pela tarde o mar fica mais mexido. Vi fotos de Cayos Cochinos e o lugar parece um paraíso, mas só recomendo ir se for pra dormir lá pelo menos uma noite.

Me diverti muito com as crianças garifunas
Me diverti muito com as crianças garífunas

Como não fomos até os cayos, a gente aproveitou pra brincar com as crianças garífunas, bater fotos e também para comer um peixe fresquinho. Almoçamos no Kasba, um restaurante local, e comemos peixe com molho de manga e banana frita. Peixe, banana, mandioca e coco são os principais ingredientes da culinária garífuna.

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A comida, a paisagem de frente para o mar, e as crianças me deixaram super feliz por ter conhecido Sambo Creek e por ter passado um dia diferente bem longe de passeios mais turísticos.

Sambo Creek é a vila mais famosa, mas logo ao lado fica Corozal, outra vila garífuna que também vale a visita.

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Como chegar

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Foto: Esteban Mazzoncini

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Sambo Creek fica a 20km de La Ceiba. Em transporte público (nos antigos ônibus amarelos escolares americanos) são mais ou menos 30 minutos. A passagem custa menos de um dólar. Os ônibus saem de La Ceiba a cada meia hora.