De Honduras a Nicarágua (cruzando a fronteira)

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Nós cruzamos a fronteira de Honduras a Nicarágua em um só dia. Saímos de Tegucigalpa (Honduras) às 8.30 e chegamos em León (Nicarágua) ao redor das 5pm. A viagem foi longa e cansativa, principalmente pelo calor e porque tivemos que mudar de transporte 4 vezes. Escolhemos essa alternativa porque a gente gosta de cruzar fronteiras da mesma maneira que fazem os locais. Além disso, gastamos somente US$11 em todo o trajeto.

Outra alternativa para quem não tiver tanta disposição é cruzar com os ônibus da Tica Bus, sei que eles vão direto e só param na fronteira, mas além de ser mais caro (ao redor de US$25), me falaram que esses ônibus não são tão bons e alguns estão até em mal estado.

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Em Tegucigalpa pegamos o ônibus da empresa Blanquita Express e foi super bem. O ônibus era novo, apesar do motorista dirigir meio perigosamente, e fez bem poucas paradas, como tinha prometido. Porque na América Central os caras querem te convencer a pegar o ônibus deles (quase te puxam pelo braço) dizendo que são direto direto, mas na maioria das vezes param váaaaaarias vezes pelo caminho.

Em Tegucigalpa não há uma rodoviária central. Cada empresa sai de um canto da cidade. Sempre pergunte antes de ir porque os lugares costumam mudar. Bom, a viagem com o Blanquita Express de Tegucigalpa a Choluteca durou 2h30 e custou US$4.

Quando chegamos nessa pequena cidade tivemos que caminhar uns 5 quarteirões até encontrar a pequena rodoviária de onde saem os ônibus até Guasaule (na fronteira). De Choluteca a Guasaule a viagem durou 1h e custou US$2.

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Bem na fronteira encontramos vários homens que dirigem as famosas bici-táxis e são os que te ajudam a cruzar a fronteira, caso você não queira caminhar cerca de 2km. A parte chata é que eles são bem grudentos e já vão pegando a tua mochila nem bem você sai do ônibus.

Conselho, negocie antes de subir na bici deles e diga várias vezes que você não vai pagar mais do que já acertou ali. Pague em moeda local (lempiras, que é o dinheiro hondurenho). Alguns vão te dizer que você pode pagar quanto achar que vale pelo serviço, outros vão te pedir 10 dólares, o que é um absurdo, etc.

Pronta para cruzar a fronteira
Pronta para cruzar a fronteira

A gente perguntou pro cara do ônibus antes de descer e ele nos disse que para os locais essas bici-táxi custam cerca de US$1,5 e por pessoa, e foi o que negociamos com o motorista. Eles te levam até a primeira fronteira e depois te cruzam até a fronteira da Nicarágua.

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Saída de Honduras

Ali você tem que pagar uma taxa para entrar no país de US$12 mais US$2 (em moeda local, a córdoba). Ah, nessa fronteira eles não carimbaram o nosso passaporte. Perguntamos e o oficial disse que era assim mesmo, sem carimbo.

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Entrada na Nicarágua

O motorista da bici ainda nos levou um pouco mais até a pequena rodoviária de onde saem os ônibus para outros destinos da Nicarágua. Ele foi bem bacana, respeitoso e vimos que foi um trabalho suado pedalar debaixo daquele sol carregando nós dois mais as nossas mochilas, então terminamos dando ao garoto US$5. Ele ficou feliz e agradeceu várias vezes.

Seguindo com a viagem, embarcamos numa minivan de Guasaule até Chinandega. A diferença das estradas entre Honduras e Nicarágua é abismal. As de Honduras estão em bemmmmm em mal estado e parece que tem mais buracos do que asfalto. Como as estradas da Nicarágua são bem melhores, fizemos o trajeto de Guasaule a Chinandega em 2h e pagamos US$2.

De lá pegamos a última minivan até León, a nossa primeira parada na Nicarágua. Esse último trecho foi o mais curto; 45 minutos e pagamos US$1 pela viagem.

Resumo e gastos

Tegucigalpa – Choluteca, 2h30, US$4
Choluteca – Guasaule, 1h30, US4
Guasaule – Chinandega, 2h, US$2
Chinandega – León, 45m, US$1

Dica, em alguns trechos existem minivans e ônibus que fazem os mesmos trajetos. Nesses casos, aconselho viajar em minivans porque elas costumam ir mais rápido e param bem menos. Além disso, a diferença de dinheiro é pouca.

Outra dica valiosa, nas fronteiras você sempre vai encontrar espertinhos querendo trocar dinheiro e obviamente a cotação deles é bem baixa. Entre a Honduras e a Nicarágua um cara queria trocar 1 dólar por 20 córdobas, a moeda nicaraguense, mas nós não trocamos. E para a nossa surpresa na fronteira mesmo tinha um banco e como lá o câmbio é oficial, conseguimos trocar 1 dólar por 27 córdobas. Ou seja, a diferença é grande.

A minha dica é não troque com o primeiro que aparecer e se tiver mesmo que trocar dinheiro em alguma fronteira, que seja bem pouco. O suficiente para você pagar pelo próximo transporte. Pela América Central, os melhores lugares para trocar dinheiro, onde a gente conseguiu as melhores taxas, foram nos bancos.

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