Surfando um vulcão

cerro negro

Ainda no avião, a caminho de El Salvador, vi em uma revista de bordo uma foto de pessoas descendo um vulcão em tábuas de madeira na Nicarágua. Escrevi no meu caderninho o nome do lugar, Vulcão Cerro Negro, e ao lado fiz uma anotação; visitar esse vulcão para fazer esse tal de ski-bunda.

Depois de passar por El Salvador e Honduras, quando pisamos na Nicarágua fomos direto para León, a cidade mais próxima do Vulcão Cerro Negro. Obviamente que no dia seguinte lá fomos nós para mais uma aventura dessa nossa honeymoon blogger.

O Cerro Negro é um dos tantos vulcões que rodeiam a bela cidade de León e o fato mais curioso é que ele é um vulcão ainda ativo.

cerro negro

Saímos de León ao redor das 15h e o plano era escalar e descer durante o pôr do sol, um plano perfeito. Começamos a subida bem empolgados mas, aos poucos, o ritmo foi baixando.

cerro negro

A subida é um pouco puxada, empinada e o sol ainda estava batendo forte. Até aí tudo bem, o que eu não imaginava era que ia ter que enfrentar uma super ventania durante a caminhada. Em alguns momentos achei que ia ser levada pelo vento, tipo Mary Poppins. Tanto é que de repente meu boné saiu voando, mas por sorte não caiu muito longe e consegui recuperá-lo.

Depois de uns 45 minutos de caminhada morro acima e muitas pedras, chegamos ao topo do vulcão e ainda tivemos tempo de visitar a sua cratera antes de descer. As vistas dali são incríveis. Nunca canso de admirar como a natureza é perfeita.

cerro negro
Depois de algumas fotos, a única coisa que eu eu conseguia pensar era na dita descida que eu ia ter que enfrentar.

Vestimos uns macacões que mais pareciam roupas de smurfs, tampamos a nariz e a boca por conta do pó que as tábuas levantam durante a descida, e colocamos óculos desses tipo de mergulhador. Confesso que o meu coração já estava acelerado quando o guia começou a explicar que quem quizesse ir mais devagar era só frear com os pés. Pensei; queridos tênis não me deixem na mão. Meu coração já dava pulos e o guia continuava explicando; é importante inclinar o corpo levemente para trás para ganhar velocidade e manter o equilíbrio na tábua.

cerro negro cerro negro

Eu achei que daria para descer de pé, tipo fazendo snowboard, mas o guia explicou que assim é bem mais difícil e que o grupo dele só descia sentado porque assim é mais segudo. Na hora eu achei meio sem graça, mas quando tive que descer e faltavam apenas alguns segundos, achei que era mesmo a melhor opção. Confesso que fiquei com medinho ao ver a altura e o quanto eu ia ter que descer, mas já era tarde para desistir.

cerro negro cerro negro

3, 2, 1 e não tive escapatória. Lá fui eu vulcão abaixo. A sensação de ir descendo tipo trenó é muito legal. Lembrei dos meninos do meu prédio que desciam de carrinho rolimã tacando-lhe pau pelas ruas do Parque São Lourenço, em Curitiba. Só que no vulcão é diferente. A smurfete aqui desceu com um pouco de medo e usou o tênis como freio várias vezes. A descida dura mais ou menos uns dois minutos e acredite, parece que o fim não chega nunca.

Esse é o vídeo que fiz. A única pena é que a gente acabou se enrolando um pouco para descer e quando fizemos o ski-bunda já quase não tinha sol, por isso o final do vídeo está bem escuro, mas eu garanto que foi adrenalina pura!!

Se você curte desafios e quer experimentar sensações diferentes, faça como eu; vença os medos e encare um ski-bunda em um vulcão ativo!!

Mais informações
Nós fizemos a excursão com a agência Hokano Adventures http://www.hokanoadventures.com
O passeio custa US$30 por pessoa e inclui transporte de ida e volta desde o hotel, o macacão e a tábua para descer, um guia e umas frutinhas no final para repor as energias.

2 Comments

  • Obrigada por acompanhar a nossa viagem, Alvarez!! A sensação de descer um vulcão é emocionante e rola muuuuuita adrenalina. Ainda mais eu que sou um pouco medrozinha 🙂 Abraços!!

  • Muito Legal Lu, acompanhar a descrição dos detalhes da aventura e depois ver o vídeo: TOP. Bjs.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *